Carta de Aptidão da Terra de Portugal Continental (2025):
Carta de Aptidão da Terra de Portugal Continental (versão de dezembro de 2025), à escala 1:100.000, para o uso agrícola e exploração florestal e silvopastorícia.
A elaboração desta carta envolveu a integração de cartas de aptidão desenvolvidas para a Região Norte e a Zona Interior Centro[1] e cartas de aptidão para as regiões a sul do rio Tejo, Grande Lisboa, Oeste e Vale do Tejo e Zona Litoral Centro, mais recentemente elaboradas[2].
Realce-se que a metodologia seguida para a elaboração destas últimas cartas, tendo seguido moldes metodológicos semelhantes, permitiu a harmonização com a cartografia anteriormente produzida para a Região Norte e Zona Interior Centro e, assim, apresentar uma carta de aptidão das terras para a totalidade do território de Portugal Continental.
A classificação da aptidão da terra foi elaborada para os tipos de uso genéricos: agricultura e exploração florestal, esta última envolvendo também a silvopastorícia. Para cada um destes usos gerais, não foram considerados os tipos de uso com base em regadio intensivo, embora se tenha considerado a prática de regas complementares de verão como suporte das culturas em períodos de défice hídrico evidente. Onde existam disponibilidades de água para esse efeito definiram-se tipos de uso mais restritos, com o objetivo de permitir um conhecimento abrangente dessas atividades no contexto regional.
[1] Designadamente as cartas da aptidão da terra de Trás-os-Montes e Alto Douro (TMAD; Agroconsultores & Coba, 1991), de Entre Douro e Minho (EDM; Agroconsultores & Geometral, 1995) e da Zona Interior Centro (ZIC; Agroconsultores & Geometral, 2004).
[2] Carta de aptidão da terra, na escala 1:100.000, das Regiões do Algarve (AG), do Alentejo (AL), da Península de Setúbal (PS), da Grande Lisboa (GL) e do Oeste e Vale do Tejo (OVT) e de parte da Região Centro (ZLC, Zona Litoral Centro), elaborada recentemente no âmbito do protocolo firmado, especificamente para o efeito, entre o Instituto Superior de Agronomia (ISA) e a Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR).
CARTA DE APTIDÃO DA TERRA DE PORTUGAL CONTINENTAL (escala 1:100.000), elaborada no âmbito do protocolo firmado, especificamente para o efeito, entre o Instituto Superior de Agronomia (ISA) e a Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) .
A avaliação da Aptidão da Terra envolveu o delineamento de zonas homogéneas, as quais resultaram do cruzamento dos seguintes conjuntos de dados geográficos:
- Modelo Digital de Terreno (MDT) com resolução de 25 m, baseado em dados NASA (SRTM-1 arc second), a partir do qual foi produzida uma carta de ‘Formas do Relevo’;
- Informação referente à litologia de superfície, baseada na Carta Geológica de Portugal à escala 1:200.000 (LNEG) e, nas áreas de formações sedimentares, baseada na Carta de Solos de Portugal à escala 1:25.000 elaborada pelo(s) SROA/CNROA (Classificação dos Solos de Portugal);
- Dados climáticos (temperatura, precipitação e evapotranspiração potencial) referentes ao período 1981-2010, fornecidos pelo IPMA, e alinhados e reamostrados para a resolução espacial de 1 km;
- Limites de planos de água e áreas sociais existentes, com base na Carta de Uso e Ocupação do Solo da DGT (COS2018).
- Informação referente à caraterização dos solos com base em “perfis de solos de referência” do legado recolhido e curado pelo Instituto Superior de Agronomia (Universidade de Lisboa).
Resolução Espacial:
- Escala: 1:100.000;
- Unidade Mínima Cartográfica: 30 ha (excetuando ilhéus, enclaves de manchas de solo rodeados de área social ou plano de água, e manchas de solo em fundo de vale).
Cobertura Geográfica: Portugal Continental (considerando a união entre os produtos cartográficos mencionados em [1] e [2]).
Sistema de Referência: ETRS89-PRT [1995] / Portugal TM06 (EPSG:3763)
Política de Dados: dados abertos


